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TOYOTA C-HR HYBRID: GIRO, VERSÁTIL, ECONÓMICO E O MAIS VENDIDO

TOYOTA C-HR:
ÊXITO DE VENDAS FRUTO DE DESIGN IRREVERENTE, QUALIDADE, CONSTRUÇÃO, CONFORTO E ECONOMIA

O Toyota C-HR é o SUV da Toyota que quebra com o design certinho a que a marca nipónica habituou os seus clientes. O estilo arrojado que exala, irreverente até, torna-no apetecível, desde logo, por ser diferente de toda a panóplia de SUV que encontramos. Diferente no design, como já disse, e também por ser um automóvel híbrido – fator que faz toda a diferença, se pensarmos na economia que proporciona em termos de consumo de combustível.

Ensaiamos o Toyota C-HR há poucos dias. Muito poderíamos escrever sobre este novo produto da marca nipónica mas vamos colocar a atenção no design, no habitáculo e no prazer de condução que proporciona.

Entretanto acrescentamos que, atualmente, este modelo eletrificado é o mais vendido em Portugal com um total de 964 unidades comercializadas entre janeiro e maio último. (Sobre este tema ler: TOYOTA C-HR É O MODELO ELETRIFICADO MAIS VENDIDO EM PORTUGAL).

 

Toyota C-HR: arrojo estilístico

O design está à vista e não necessita de grandes descrições. Traços arrojados e bem vincados definem o caráter do SUV cujas cavas das rodas acentuam o ar “musculado”. A linha de tejadilho baixa quase abruptamente na secção traseira deixando-a mais curta. Depois há pormenores que acentuam a irreverência do modelo tais como os faróis estreitos na frente e os puxadores das portas traseiras colocados em plano superior e disfarçados no pilar C.

Conforto e boa habitabilidade

“Viajando” até ao habitáculo o que encontramos é conforto e espaço q.b. A posição de condução é boa, bem ao estilo de um SUV e permite excelente visibilidade para o exterior. O volante e o banco dispõem de múltiplos ajustes, sempre úteis, para encontrar a melhor posição. O espaço é bom em todos os cinco lugares e a bagageira disponibiliza 377 litros. Existem vários espaços para a arrumação de pequenos objetos e o banco traseiro é rebatível na proporção 1/3 – 2/3.

A construção, tal como os materiais utilizados, evidenciam qualidade e suavidade no toque. Toda a instrumentação é de fácil leitura e está bem posicionada. No tablier destaca-se o ecrã flutuante, a partir do qual é possível aceder às informações do funcionamento do sistema híbrido e dos consumos de viagem (também do histórico), sistemas de áudio e infoentretenimento, GPS, entre outros. É também aqui que reside a interface Toyota Touch & Go, desenvolvida pela marca nipónica, não existindo, no entanto, Mirror Link, Apple CarPlay ou Android Auto. Por baixo do ecrã encontramos os controlos do ar condicionado colocados em posição elevada e de fácil manuseio.

O C-HR à semelhança de todos os novos modelos da Toyota recebe um conjunto de sistemas de segurança denominado Toyota Safety Sense, que inclui sistema de pré-colisão com deteção de peões; alerta para mudança de faixa involuntária; cruise control com programador de velocidade; sistema de reconhecimento de sinais de tráfego e conexão automática de luzes máximos.

Toyota C-HR: 122cv que dão para tudo

Outros elementos incluídos nos níveis de equipamento são: luzes e limpa para-brisas automáticos, acesso mãos livres e sistema de arranque por botão, climatização de duas zonas, assistência de arranque em subida, sistema multimédia Toyota Touch 2 com ecrã central de 8 polegadas e volante em couro multifunções. Em termos de equipamento a versão ensaiada (Lounge que configura o topo da gama) disponha de sistemas de som com assinatura da JBL, pintura exterior da carroçaria bicolor, câmara de visão traseira, faróis LED, jantes de 18 polegadas, bancos em pele e aquecidos (frente).

O Toyota C-HR está disponível nas versões Active e Comfort, com motorização 1.2T de 116 cv a gasolina e Hybrid Comfort, Hybrid Exclusive e Hybrid Lounge – a que ensaiamos –, equipadas com motorização 1.8 Hybrid, que disponibiliza 122 cv.

 

A marca nipónica utiliza no C-HR a plataforma TNGA (Toyota New Global Architecture), a mesma que é usada na nova geração do Prius. Esta carateriza-se pelo bom desempenho em boa medida fruto da utilização de eixo traseiro independente multibraços, que no caso do CH-R utiliza ligações rígidas. Esta é uma vantagem que se sente no comportamento do veículo que não demonstra rolamento de carroçaria, e digere bem as imperfeições das estradas, não deixando que os passageiros possam queixar-se com “tremuras” indesejadas. Conforto assegurado e reforço do prazer de condução.

No eixo dianteiro tudo se passa sem sobressaltos. Suavidade é palavra de ordem. A travagem é potente e notamos, uma mais rápida regeneração de energia à semelhança do que já registamos, quer na nova geração do Auris, quer na mais recente do Prius.

A motorização híbrida é composta por motor 1.8 litros a gasolina (com ciclo Atkinson), aspirado, a que se junta um motor elétrico de magneto permanente. Ambos produzem uma potência combinada de 122 cv e um binário de 142 Nm.

Este conjunto é muito agradável de conduzir. Suave na entrega da potência, reage também rapidamente nas retomas de velocidade. Só existe um pequeno senão: a caixa de velocidades CVT mantem ainda um funcionamento que não se coaduna com o som do motor. Dá mostras de alguma lentidão e exige esforço do motor a combustão, que nas rotações mais altas é mais audível no bem insonorizado habitáculo. De resto, tudo se passa com suavidade e sem sobressaltos sonoros permitindo que se possa extrair do excelente sistema de som JBL, prazer auditivo ao nível do segmento Premium.

O sistema híbrido permite, em estrada, que se circule vários quilómetros só com o apoio do motor elétrico, poupando, deste modo combustível. O truque é embalar e colocar o ponteiro do conta-quilómetros na faixa dos 80/100 km/h. Depois, com alguma prática (pressionando ao de leve o pedal do acelerador) e aproveitando o relevo da estrada, é possível percorrer vários quilómetros sem utilizar o motor a combustão. Mesmo deixando que a velocidade caia para os 60 km/h é possível manter só o motor elétrico a funcionar. Claro que tudo isto se consegue com a bateria em total estado de carga. No entanto, se acompanharmos o processo no ecrã central, ou no pequeno display colocado no quadro de instrumentos atrás do volante, podemos ver o estado de carga (recarga da bateria) e aferir a condução.

O C-HR arranca sempre em modo elétrico, o que na cidade, e principalmente em situação de fila de trânsito, ajuda a poupar combustível. É possível forçar andamento só a bateria (Modo EV), sempre dentro de uma faixa de carga da bateria e pressão moderada no acelerador. Esta situação pode manter-se por cerca de 2 quilómetros, depende também da regeneração que se obtenha com as travagens.

A condução do C-HR, e o funcionamento do sistema híbrido, é semelhante ao do Prius, sendo um carro adequado para condução na cidade, pela suavidade e pela economia. No nosso ensaio obtivemos um consumo médio de 4,3 litros/100 km, num trajecto que integrou circuito em cidade, estrada e auto-estrada por mais de 200 km.

O Toyota C-HR tem uma garantia de 3 anos ou 100.000 km (o que ocorrer primeiro), exceto os elementos da parte híbrida, que têm 5 anos. Se a manutenção for realizada no serviço oficial, a garantia da bateria é estendida até 10 anos sem limite de quilometragem, por períodos de um ano/15.000 km.

Mais:

Design irreverente
– Fiabilidade do sistema híbrido;
– Conforto/Espaço
– Construção sólida e com qualidade.

Menos:

– Preço;
– Falta Mirror Link, Apple CarPlay, Android Auto.

 

Toyota C-HR Hybrid Lounge

Sistema eléctrico
Motor Eléctrico síncrono
Potência 72 cv (105 kW)
Binário 163 Nm
Potência combinada 122 cv
Bateria Hidretos metálicos de níquel
Capacidade da bateria 1,59 kW/h

Motor de combustão
Arquitectura 4 cilindros em linha
Capacidade 1.798cc
Alimentação Injecção directa e indirecta (Atkinson)
Potência 98 cv/5.200 rpm
Binário 142 Nm/3.600 rpm

Transmissão Dianteira
Caixa de velocidades Do tipo variação contínua CVT
Arranque do motor (Stop/Start) Sim
Suspensão F/T Independente tipo McPherson/Independente multibraços
Travões F/T Discos ventilados/discos sólidos
Direcção/diâmetro de viragem mínimo assistida eléctrica/14,7 m
Comp./largura/altura 4,360 m/1,795 m/1,555 m
Pneus/jantes 225/50 R18
Bagageira 377 litros
Velocidade máxima 170 km/h
Aceleração 0-100 km/h 11,0 s
Consumo combinado 3,9 l/100 km
Consumo apurado no ensaio 4,3 l/100 km
Emissões CO87g/km

Preço a partir de: 35.985 euros

 

Veja a Galeria de Fotografias (©Valdemar Jorge):

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Valdemar Jorge
Jornalista desde 1984. 'Apaixonado' por automóveis ainda antes de aprender a escrever!
http://tablier.pt
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